02/01/2012

Kindle Touch: para ler mais em 2012

A triste verdade é que de 20 e poucos livros por ano, atualmente não tenho lido mais do que uns 6 ou 7, e em versão audiobook. Logo, como meta para 2012 eu anotei: "ler um livro por mês". E não vale os que já tenho que ler sobre design e comunicação. Minha conta é apenas para as obras não-técnicas.

Pensando numa forma realista e prática de concretizar essa meta, sem abrir mão do que há de melhor em tecnologia, há poucos dias comprei um Kindle Touch e já posso dizer que o equipamento é maravilhoso.

Estou lendo, no momento, Catherine the Great: Portrait of a Woman (Robert K. Massie). Estou na metade. Desde que comecei a leitura tenho que me esforçar para deixar o Kindle de lado. Dei mesmo sorte porque:
1) o equipamento é melhor que um livro de papel (mais leve, nítido, confortável) e é dedicado: ou seja, não fico querendo jogar, ver email, acessar internet, etc;
e 2) escolhi de cara uma obra recém-publicada que se revelou sensacional.

Para deixar claro, eu amo os livros de papel. O que eu não amo mais é:
1) o preço;
2) ter que ir até a livraria ou esperar a entrega quando compro pela internet;
e 3) o espaço que ocupa na minha micro-casa.

O Kindle Touch custou apenas 99 dólares (aproximadamente 185 reais), e o ebook (Catherine the Great) custou 11 dólares na Amazon. O mais legal é que, antes de efetuar a compra, a Amazon deixa você ler o começo do livro pra ver se gosta. É só clicar na obra que deseja e a versão de exemplo é baixada para seu aparelho na hora. Ou seja, depois de gastar esses 185 reais eu vou passar a pagar coisa de 18 a 20 reais por livro e eles vão estar TODOS dentro da minha bolsa onde quer que eu vá.

Ficou complicado demais pro livro de papel!

28/09/2011

Para quem gosta de escrever

A fase audiobooks não passou. Continuo firme e forte. Para falar a verdade, meu português se deteriora a cada dia porque não tenho mais lido em português. Não consigo me lembrar de um único livro de ficção em português (original) que tenha me agradado a ponto de vir à minha mente... Sem falar que, atualmente, só mesmo nas férias consigo pegar um livro e passar horas por conta.

Talvez esse seja, enfim, o momento para brincar de escrever um pouco. Para quem gosta, recomendo um audiolivro que comprei recentemente no audible.com. Chama-se Stein on Writing: A Master Editor Shares His Craft, Techniques, and Strategies.
Escrito por Sol Stein, editor bem conhecido nos EUA, traz dicas e soluções interessantes que tirariam metade - ou mais - das obras publicadas das prateleiras.
Ouvi também um workshop do Michael Hauge e do Christopher Vogler. São apenas 3 horas de áudio, mas é bem instrutivo e condensado, falando das duas jornadas do herói: a interior e a exterior. Basta procurar lá no audible: The Hero's Journeys.
O próximo da minha lista agora é Telling Lies for Fun and Profit: A Manual for Fiction Writers.
Vou esperar virar o mês para gastar meus créditos nele...

05/09/2011

Parabéns para mim e para o Mestre Freddie

5 de setembro, aniversário do Freddie Mercury. Inesquecível!

These Are The Days Of Our Lives

Songwriters: Brian Harold May, Freddie Mercury, John Deacon, Roger Taylor


Sometimes I get to feelin'
I was back in the old days long ago
When we were kids, when we were young
Things seemed so perfect you know?

The days were endless, we were crazy we were young
The sun was always shinin' we just lived for fun
Sometimes it seems like lately I just don't know
The rest of my life's been just a show

Those were the days of our lives
The bad things in life were so few
Those days are all gone now but one thing is true
When I look and I find, I still love you

You can't turn back the clock, you can't turn back the tide
Ain't that a shame?
I'd like to go back one time on a roller coaster ride
When life was just a game

No use sitting and thinkin' on what you did
When you can lay back and enjoy it through your kids
Sometimes it seems like lately I just don't know
Better sit back and go with the flow

'Cos these are the days of our lives
They've flown in the swiftness of time
These days are all gone now but some things remain
When I look and I find no change

Those were the days of our lives, yeah
The bad things in life were so few
Those days are all gone now but one thing's still true
When I look and I find, I still love you
I still love you


28/08/2011

Estudo de caso: Apple e eu

Foram muitos anos até minha mais recente aquisição: um MacBook Pro. Comprar um Mac sempre me pareceu uma extravagância. Coisa para quem tinha dinheiro sobrando e disposição para ter um equipamento lindo e menos útil do que qualquer coisa rodando a tristeza visual que é o Windows. Até que o dia chegou. Eu já não podia conter o desejo - declaradamente irracional - de abraçar definitivamente o mundo do tio Steve.

Tudo começou com o iPhone, o mais brilhante dos meus momentos de delírio consumista. Hoje ele é quase um pet... fomos feitos um para o outro. Mas o iPhone não foi suficiente para preencher o vazio. Um belo dia tudo me pareceu sem graça e indigno do meu suado dinheiro, menos o utópico e caríssimo fruto proibido: a maçã. Eu precisava me assumir. Precisava por fim ao platonismo e encarar meus desejos mais profundos e reprimidos. Eu precisava de um Mac.

Seguindo orientações de uma pessoa mais ponderada que eu, decidi aguardar longas 48 horas após esse surto de consumo, torcendo para que ele não arrefecesse. Antes do fim do prazo, um clique me deixou a pessoa pobre mais feliz do mundo. Levou menos de dez dias. Lá estava ele sobre o sofá, gritando, esperneando: "love me!"

Tirar esse MacBook de dentro da magnífica caixa da Apple valeu o dinheiro. Eu juro. Foi uma experiência que o dinheiro não paga. Eu odeio partos, mas imagino que ver essa coisa linda pela primeira vez foi algo próximo da emoção da maternidade. Tanto que, minutos depois, quando tive que sair para dar aula, reembalei a criança na esperança de voltar para casa mais tarde e repetir a dose.

Deste dia em diante, nos meus primeiros momentos de mac user, uma coisa tem me chamado a atenção: a facilidade.

Quantas e quantas pessoas me assustaram ao longo dos anos... Após dois dias inteiros na companhia do meu MacBook, afirmo que não há nada que ele não possa fazer. Ao longo dos anos eu comprei a mentira dos lobbystas do tio Bill, até que finalmente tomei a pílula vermelha... E cá estou eu fazendo exatamente as mesmas coisas que costumava fazer no computador (e digo que são bem variadas), só que com estilo, com design, com tudo assustadoramente bem pensado, redondo...

A intenção inicial deste post não era elogiar meu brinquedo novo, mas não consegui me conter. Comecei a escrever apenas para registrar uma data que ficará marcada na minha memória.

O primeiro dia que passei com meu primeiro Mac (pois sei que muitos ainda virão), foi também o dia que Steve Jobs deixou a presidência da Apple. Estranho que eu tenha tido apenas algumas horas para compreender, na prática, a genialidade desse produto, e do legado desse cara. A foto que vazou na internet foi triste, mas torço, de forma até egoísta, para que ele se recupere, e crie mais produtos geniais, e me deixe mais pobre, e mais feliz.

26/07/2011

Pare tudo! A Game of Thrones: A Song of Ice and Fire


Imediatamente após terminar de assistir a primeira temporada da série Game of Thrones eu comecei a ler o livro. Ou melhor, a ouvir o audiolivro, que é o começo dessa saga maravilhosa criada por George R. R. Martin.

Quem assistiu sabe: a série é S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L. É preciso destacar que os roteiristas da série fizeram um trabalho brilhante de adaptação, porque o livro é narrado a partir de 8 personagens de ponto de vista. É comum, nestas situações, que a história seja "canibalizada" para encaixar no outro meio. Felizmente, não foi o que aconteceu. A série é extremamente fiel ao livro.

A Song of Ice and Fire
Se a série é essa maravilha toda, imaginem o livro... Fato: não deixou a desejar. Como sempre, se tiver dúvida entre assistir ou ler, LEIA. Vou apontar três motivos:

1 - Imaginar é melhor
Quando lemos, imaginamos com base nas informações que o autor nos oferta. "Vemos" os personagens como eles são na visão de seu criador. É um processo mágico. No audio-visual essa informação vem mais pronta, e algumas vezes, obviamente, não retrata com fidelidade alguns detalhes.

2 - Compreender é mais fácil
Apesar do brilhantismo dos roteiristas da série, algumas motivações dos personagens, sob meu ponto de vista, ficaram um pouco distorcidas, assim como quem eles realmente são e realmente se sentem. Para alguns sentimentos é preciso mais do que imagens, settings e interpretação. É preciso palavras e o desejo do leitor de "viajar" nos mind games do autor. Na série tudo acontece mais rápido (explodindo nossas cabeças do nada).

3 - As artimanhas do autor
Quando tratamos de uma obra deste calibre, independente de quão fodástica é a história, a leitura é um deleite. A forma como ele introduz as cenas, a estrutura e o encadeamento dos acontecimentos, diálogos e tudo mais...

Ao fim deste primeiro livro, estou sem palavras. George R. R. Martin entrou para minha lista de The Best. Torço para que o segundo livro (logo começo) esteja à altura do primeiro. Vou ler sem spoilers para ter a experiência máxima. Há muito o que se aprender com esse cara sobre plot, narrativa, desenvolvimento de múltiplos personagens sem perda de profundidade, etc, etc, etc. Como é possível que, com 8 (OITO!) personagens de ponto de vista (mais um bucha de canhão do prólogo) o leitor se apaixone por todos e se interesse igualmente com o que cada um tem a mostrar em diferentes cenários da história????

Sinceramente: pare o que estiver fazendo e vá ler A Song of Ice and Fire. Saber o que acontece na história não faz diferença. Eu sabia durante a série e me surpreendi. Sabia durante o livro e me surpreendi em dobro. LEIA.

Uma homenagem ao melhor personagem anão EVER. Na série ele rouba a cena.

25/07/2011

IT Crowd

Foi uma série curta, com quatro temporadas com meia dúzia de episódios cada, quando isso. Mas foi muito boa, e o final dela deixou um gostinho de quero mais...
A premissa é simples: uma funcionária nova que não saca nada de informática vai trabalhar como chefe de TI em um departamento formado por dois geeks clássicos que dão suporte dentro da empresa. A série começa bem mais ou menos, mas tão logo nos apegamos aos personagens, fica sensacional.
Recomendo muito a quem gosta de The Big Bang Theory, porque estou 100% convencida de que muita coisa foi inspirada nessa séria britânica.

PS: O Roy, à esquerda, me fez lembrar muito de um certo @gustavodore

20/07/2011

Harry Potter: sobre o fim dos filmes

Ontem finalmente fui ao cinema assistir Harry Potter 7 parte 2.

Devo dizer que saí do cinema meio decepcionada com o roteiro. A parte 1 foi extremamente arrastada e depressiva. Já esta segunda parte foi dinâmica, emocionante, mas me deixou com a impressão de correria para terminar. Duas horas de filme foi simplesmente muito pouco depois de tanta espera, e principalmente para ser o filme de encerramento da franquia. Repito: duas horas foi muito pouco, e a omissão/mudança de alguns momentos sensacionais do livro fizeram com que algumas cenas perdessem a graça. Alguns personagens ficaram apagadíssimos, como Molly Weasley e seu combate incrível (quem leu o livro sabe bem a diferença). No filme foi uma coisa sem importância. Isso para não falar da infâmia maior: a morte de um dos personagens mais queridos que simplesmente foi atochada no filme de forma descuidada. Para elogiar algo, as cenas com o Snape, as always, fodásticas.

Enfim, foi tenso, emocionante, mais maduro, forte, mas eu queria pelo menos mais trinta minutos. Mas talvez (é certo) essa seja uma tática para vender cópias com os extras. Foram dez anos acompanhando esses filmes. Acho que esses atores estavam malucos para tudo acabar logo, mas dureza foi sentir isso através da direção. Filme dinâmico: sim. Até aí, ótimo. O foda é notar a economia de argumento e ligação entre as cenas. Enfim, gente chata é gente chata. Pelo menos esse filme conseguiu mostrar um pouco da pressão dos capítulos finais do sétimo livro, o que já é um grande mérito.

Foi bom demais enquanto durou!

Quero saber o que vem agora. Ou seja, qual vai ser o próximo "Harry Potter". Uma coisa é fato: ficou um vazio, tipo aquele que deu ao terminar o sétimo livro.... só que pior!

Ps: não vi a versão 3D (por causa do horário). Vale a pena?

02/07/2011

10 coisas que odeio em livros


Esse texto estava pronto há um tempo, junto com outros. Mas na minha indeterminação sobre ficar no blogger ou migrar para o wordpress, acabei deixando as postagens de lado. Por hora ficaremos por aqui mesmo ;)

Nos últimos meses tenho tentado ler e escrever com mais disciplina. Isso me fez gerar uma listinha de coisas que me incomodam profundamente nas publicações mais recentes, geralmente no gênero fantasia.

Eis minha lista com 10 coisas que me fazem abandonar um livro.

1) Filosofia de botequim.
2) Diálogos inúteis.
3) Prólogo, citações ou embromações.
4) Narração em primeira pessoa exagerando na coloquialidade.
5) Título pretencioso, ou simplesmente ridículo.
6) Muita “contação” de história.
7) Linguagem “engomadinha”.
8) Incontáveis advérbios. Depois que os descobri, eles saltam na página e me irritam.
9) Nada acontece.
10) Argumento pouco convincente.

Está cada vez mais difícil terminar um livro. A competição com outras atividades é grande demais, e esses 10 fatores aí são um grande obstáculo assim que começo a leitura.
E você? Já parou para pensar no que mais odeia em livros de ficção? Conta aí…

14/03/2011

Mais dinheiro traz mais felicidade?


"Dinheiro não compra felicidade" é uma frase clássica para justificar a falta de ambição das pessoas.

Uma pesquisa recente, aparentemente bem embasada, apontou o contrário. Para mim, nenhuma novidade. Mas os argumentos são bons.

No Planet Money Podcast que ouvi dias atrás o economista Justin Wolfers, da Wharton School, afirma que os dados são claros: mais dinheiro significa mais felicidade.

E qual é a novidade? A novidade é que, na década de 70, o economista Richard Easterling não conseguiu comprovar que os países mais ricos eram de fato mais felizes que os mais pobres.

Em um mesmo país, as pessoas tendiam sim a se comparar com as outras e, quanto mais dinheiro tinham, mais felizes eram. Entretanto, tal constatação não pôde ser estendida ao se comparar os níveis de felicidade dos povos de diferentes países. Trata-se do Paradoxo de Easterling.

Com base em pesquisas recentes, Justin Wolfers contra-argumenta: se a questão chave fosse a simples comparação em um mesmo meio, por que alguém de um país pobre se mudaria para um país mais rico, onde a disparidade de sua situação seria ainda maior?

Os achados do economista indicam que as pessoas não têm desejo de ser relativamente ricas, e sim absolutamente ricas.

Milhares de participantes em 155 países responderam a perguntas como: "O quão satisfeito você está com sua vida". Falando assim parece bem sem foco e reducionista, mas no podcast ele explica como as perguntas foram elaboradas por psicólogos e especialistas de diversas áreas.

Ao listar esses países por salário e felicidade, a lista era similar. Um aumento de 10% teve o mesmo efeito em qualquer país. Ou seja, 10% a mais nos ganhos ($$) significaram um aumento nos níveis de felicidade em qualquer país estudado.

Outro achado interessante: pessoas que não têm filhos são mais felizes do que as que têm. De acordo com o economista, no decorrer da vida pessoas começam a priorizar outros sentimentos além da própria felidade.

npr.org/money - Podcast #257: Money buys happiness

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