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5 de mai. de 2014
Quadrinhos: The Walking Dead #1 a #125
The Walking Dead #1 a #125. Eletrizante. Amo a série, mas devo confessar que, se tivesse que escolher entre a série e os quadrinhos, ficaria com os quadrinhos. Recomendo MUITO.
5 de fev. de 2013
Crônicas de Artur - O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell
"O destino é inexorável, Derfel"
O Rei do Inverno, primeiro livro da trilogia Crônicas de Artur, de Bernard Cornwell, é uma daquelas obras que sempre me indicaram. Ainda na faculdade li as primeiras páginas, mas nunca conseguia avançar. Desta vez, durante as férias, a leitura fluiu influenciada por um recém-criado Clube do Livro.
Além de apresentar a consagrada história do Rei Artur sob uma ótica realista e plausível - ainda assim colocando o foco na "magia" e superstições características da Idade das Trevas - O Rei do Inverno desenvolve personagens marcantes e novos, como Derfel, o narrador da trilogia, e versões muito interessantes de personagens clássicos como Morgana, Nimue, Artur, Guinevere, Lancelot e - especialmente - Merlim, autor de uma série de frases sensacionais.
Este é sem dúvida um livro indispensável para quem gosta de aventura, política e contextos históricos bem caracterizados.
2 de jan. de 2012
Kindle Touch: para ler mais em 2012
A triste verdade é que de 20 e poucos livros por ano, atualmente não tenho lido mais do que uns 6 ou 7, e em versão audiobook. Logo, como meta para 2012 eu anotei: "ler um livro por mês". E não vale os que já tenho que ler sobre design e comunicação. Minha conta é apenas para as obras não-técnicas.
Pensando numa forma realista e prática de concretizar essa meta, sem abrir mão do que há de melhor em tecnologia, há poucos dias comprei um Kindle Touch e já posso dizer que o equipamento é maravilhoso.
Estou lendo, no momento, Catherine the Great: Portrait of a Woman (Robert K. Massie). Estou na metade. Desde que comecei a leitura tenho que me esforçar para deixar o Kindle de lado. Dei mesmo sorte porque:
1) o equipamento é melhor que um livro de papel (mais leve, nítido, confortável) e é dedicado: ou seja, não fico querendo jogar, ver email, acessar internet, etc;
e 2) escolhi de cara uma obra recém-publicada que se revelou sensacional.
Para deixar claro, eu amo os livros de papel. O que eu não amo mais é:
1) o preço;
2) ter que ir até a livraria ou esperar a entrega quando compro pela internet;
e 3) o espaço que ocupa na minha micro-casa.
O Kindle Touch custou apenas 99 dólares (aproximadamente 185 reais), e o ebook (Catherine the Great) custou 11 dólares na Amazon. O mais legal é que, antes de efetuar a compra, a Amazon deixa você ler o começo do livro pra ver se gosta. É só clicar na obra que deseja e a versão de exemplo é baixada para seu aparelho na hora. Ou seja, depois de gastar esses 185 reais eu vou passar a pagar coisa de 18 a 20 reais por livro e eles vão estar TODOS dentro da minha bolsa onde quer que eu vá.
Ficou complicado demais pro livro de papel!
Pensando numa forma realista e prática de concretizar essa meta, sem abrir mão do que há de melhor em tecnologia, há poucos dias comprei um Kindle Touch e já posso dizer que o equipamento é maravilhoso.
Estou lendo, no momento, Catherine the Great: Portrait of a Woman (Robert K. Massie). Estou na metade. Desde que comecei a leitura tenho que me esforçar para deixar o Kindle de lado. Dei mesmo sorte porque:1) o equipamento é melhor que um livro de papel (mais leve, nítido, confortável) e é dedicado: ou seja, não fico querendo jogar, ver email, acessar internet, etc;
e 2) escolhi de cara uma obra recém-publicada que se revelou sensacional.
Para deixar claro, eu amo os livros de papel. O que eu não amo mais é:
1) o preço;
2) ter que ir até a livraria ou esperar a entrega quando compro pela internet;
e 3) o espaço que ocupa na minha micro-casa.
O Kindle Touch custou apenas 99 dólares (aproximadamente 185 reais), e o ebook (Catherine the Great) custou 11 dólares na Amazon. O mais legal é que, antes de efetuar a compra, a Amazon deixa você ler o começo do livro pra ver se gosta. É só clicar na obra que deseja e a versão de exemplo é baixada para seu aparelho na hora. Ou seja, depois de gastar esses 185 reais eu vou passar a pagar coisa de 18 a 20 reais por livro e eles vão estar TODOS dentro da minha bolsa onde quer que eu vá.
Ficou complicado demais pro livro de papel!
28 de set. de 2011
Para quem gosta de escrever
A fase audiobooks não passou. Continuo firme e forte. Para falar a verdade, meu português se deteriora a cada dia porque não tenho mais lido em português. Não consigo me lembrar de um único livro de ficção em português (original) que tenha me agradado a ponto de vir à minha mente... Sem falar que, atualmente, só mesmo nas férias consigo pegar um livro e passar horas por conta.
Talvez esse seja, enfim, o momento para brincar de escrever um pouco. Para quem gosta, recomendo um audiolivro que comprei recentemente no audible.com. Chama-se Stein on Writing: A Master Editor Shares His Craft, Techniques, and Strategies.
Escrito por Sol Stein, editor bem conhecido nos EUA, traz dicas e soluções interessantes que tirariam metade - ou mais - das obras publicadas das prateleiras.
Ouvi também um workshop do Michael Hauge e do Christopher Vogler. São apenas 3 horas de áudio, mas é bem instrutivo e condensado, falando das duas jornadas do herói: a interior e a exterior. Basta procurar lá no audible: The Hero's Journeys.
O próximo da minha lista agora é Telling Lies for Fun and Profit: A Manual for Fiction Writers.
Vou esperar virar o mês para gastar meus créditos nele...
Escrito por Sol Stein, editor bem conhecido nos EUA, traz dicas e soluções interessantes que tirariam metade - ou mais - das obras publicadas das prateleiras.
Ouvi também um workshop do Michael Hauge e do Christopher Vogler. São apenas 3 horas de áudio, mas é bem instrutivo e condensado, falando das duas jornadas do herói: a interior e a exterior. Basta procurar lá no audible: The Hero's Journeys.
O próximo da minha lista agora é Telling Lies for Fun and Profit: A Manual for Fiction Writers.
Vou esperar virar o mês para gastar meus créditos nele...
26 de jul. de 2011
Pare tudo! A Game of Thrones: A Song of Ice and Fire
Quem assistiu sabe: a série é S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L. É preciso destacar que os roteiristas da série fizeram um trabalho brilhante de adaptação, porque o livro é narrado a partir de 8 personagens de ponto de vista. É comum, nestas situações, que a história seja "canibalizada" para encaixar no outro meio. Felizmente, não foi o que aconteceu. A série é extremamente fiel ao livro.
A Song of Ice and Fire
Se a série é essa maravilha toda, imaginem o livro... Fato: não deixou a desejar. Como sempre, se tiver dúvida entre assistir ou ler, LEIA. Vou apontar três motivos:
1 - Imaginar é melhor
Quando lemos, imaginamos com base nas informações que o autor nos oferta. "Vemos" os personagens como eles são na visão de seu criador. É um processo mágico. No audio-visual essa informação vem mais pronta, e algumas vezes, obviamente, não retrata com fidelidade alguns detalhes.
Quando lemos, imaginamos com base nas informações que o autor nos oferta. "Vemos" os personagens como eles são na visão de seu criador. É um processo mágico. No audio-visual essa informação vem mais pronta, e algumas vezes, obviamente, não retrata com fidelidade alguns detalhes.
2 - Compreender é mais fácil
Apesar do brilhantismo dos roteiristas da série, algumas motivações dos personagens, sob meu ponto de vista, ficaram um pouco distorcidas, assim como quem eles realmente são e realmente se sentem. Para alguns sentimentos é preciso mais do que imagens, settings e interpretação. É preciso palavras e o desejo do leitor de "viajar" nos mind games do autor. Na série tudo acontece mais rápido (explodindo nossas cabeças do nada).
3 - As artimanhas do autor
Quando tratamos de uma obra deste calibre, independente de quão fodástica é a história, a leitura é um deleite. A forma como ele introduz as cenas, a estrutura e o encadeamento dos acontecimentos, diálogos e tudo mais...
Ao fim deste primeiro livro, estou sem palavras. George R. R. Martin entrou para minha lista de The Best. Torço para que o segundo livro (logo começo) esteja à altura do primeiro. Vou ler sem spoilers para ter a experiência máxima. Há muito o que se aprender com esse cara sobre plot, narrativa, desenvolvimento de múltiplos personagens sem perda de profundidade, etc, etc, etc. Como é possível que, com 8 (OITO!) personagens de ponto de vista (mais um bucha de canhão do prólogo) o leitor se apaixone por todos e se interesse igualmente com o que cada um tem a mostrar em diferentes cenários da história????
Sinceramente: pare o que estiver fazendo e vá ler A Song of Ice and Fire. Saber o que acontece na história não faz diferença. Eu sabia durante a série e me surpreendi. Sabia durante o livro e me surpreendi em dobro. LEIA.

Uma homenagem ao melhor personagem anão EVER. Na série ele rouba a cena.
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20 de jul. de 2011
Harry Potter: sobre o fim dos filmes
Ontem finalmente fui ao cinema assistir Harry Potter 7 parte 2. Devo dizer que saí do cinema meio decepcionada com o roteiro. A parte 1 foi extremamente arrastada e depressiva. Já esta segunda parte foi dinâmica, emocionante, mas me deixou com a impressão de correria para terminar. Duas horas de filme foi simplesmente muito pouco depois de tanta espera, e principalmente para ser o filme de encerramento da franquia. Repito: duas horas foi muito pouco, e a omissão/mudança de alguns momentos sensacionais do livro fizeram com que algumas cenas perdessem a graça. Alguns personagens ficaram apagadíssimos, como Molly Weasley e seu combate incrível (quem leu o livro sabe bem a diferença). No filme foi uma coisa sem importância. Isso para não falar da infâmia maior: a morte de um dos personagens mais queridos que simplesmente foi atochada no filme de forma descuidada. Para elogiar algo, as cenas com o Snape, as always, fodásticas.
Enfim, foi tenso, emocionante, mais maduro, forte, mas eu queria pelo menos mais trinta minutos. Mas talvez (é certo) essa seja uma tática para vender cópias com os extras. Foram dez anos acompanhando esses filmes. Acho que esses atores estavam malucos para tudo acabar logo, mas dureza foi sentir isso através da direção. Filme dinâmico: sim. Até aí, ótimo. O foda é notar a economia de argumento e ligação entre as cenas. Enfim, gente chata é gente chata. Pelo menos esse filme conseguiu mostrar um pouco da pressão dos capítulos finais do sétimo livro, o que já é um grande mérito.
Foi bom demais enquanto durou!
Quero saber o que vem agora. Ou seja, qual vai ser o próximo "Harry Potter". Uma coisa é fato: ficou um vazio, tipo aquele que deu ao terminar o sétimo livro.... só que pior!
Ps: não vi a versão 3D (por causa do horário). Vale a pena?
2 de jul. de 2011
10 coisas que odeio em livros

Esse texto estava pronto há um tempo, junto com outros. Mas na minha indeterminação sobre ficar no blogger ou migrar para o wordpress, acabei deixando as postagens de lado. Por hora ficaremos por aqui mesmo ;)
Nos últimos meses tenho tentado ler e escrever com mais disciplina. Isso me fez gerar uma listinha de coisas que me incomodam profundamente nas publicações mais recentes, geralmente no gênero fantasia.
Eis minha lista com 10 coisas que me fazem abandonar um livro.
1) Filosofia de botequim.
2) Diálogos inúteis.
3) Prólogo, citações ou embromações.
4) Narração em primeira pessoa exagerando na coloquialidade.
5) Título pretencioso, ou simplesmente ridículo.
6) Muita “contação” de história.
7) Linguagem “engomadinha”.
8) Incontáveis advérbios. Depois que os descobri, eles saltam na página e me irritam.
9) Nada acontece.
10) Argumento pouco convincente.
Está cada vez mais difícil terminar um livro. A competição com outras atividades é grande demais, e esses 10 fatores aí são um grande obstáculo assim que começo a leitura.
E você? Já parou para pensar no que mais odeia em livros de ficção? Conta aí…
1 de mar. de 2011
Como não misturar livros "sérios" com livros "bobagem"
Nos últimos meses embarquei numa maratona de leitura. Comprei todos os volumes das eras, de Eric Hobsbawm. Desejo antigo... Estou no final da “Era das Revoluções”. Também reli “Minha Formação”, do qual já falei aqui. “Raízes do Brasil” foi outro clássico nacional que devorei. Creio ter tido contato com um capítulo ou outro na faculdade, mas estou certa de que àquela época não lhe dei a devida atenção. Foi uma leitura que fluiu do início ao fim. O mesmo não aconteceu com “Território e História no Brasil”, que trata da importância da História para a análise de questões geográficas. Bom livro, mas peca pela falta - surpreendente - de revisão. Os erros me incomodaram profundamente. Devo estar com o olho muito bom, pois os tenho achado também no decorrer da leitura de “História das Relações Internacionais Contemporâneas”. Problemas de revisão são inaceitáveis em um país que cobra preços tão exorbitantes pelos livros.
Meu mês de fevereiro foi permeado por estas obras de peso. Mas, para balancear, ouvi a versão em audiolivro de 1808, que estava na minha lista de "curiosidades". A impressão foi a mesma que tive quando li "Guia politicamente incorreto da história do Brasil". Não tem rigor científico, ou referências confiáveis e selecionadas por critérios claros. Trata-se, em ambos os casos, da boa (ou não), velha, prática e conveniente pesquisa jornalística. Por estar lendo simultaneamente obras tão consagradas, e autores como Hobsbawm, ficou difícil dar crédito a 1808, lotado de reducionismos e relatos duvidosos, feitos para entreter. Entretenimento bem sofrível, além de tudo.

16 de dez. de 2010
2,947 free audiobooks no iPhone!!
Foi uma das melhores descobertas desde que adquiri meu iPhone 4. Agora tenho acesso a 2,947 audiobooks de clássicos da literatura mundial. Tudo isso pagando apenas $1.99 pelo aplicativo. O conceito é brilhante. O aplicativo é essa pechincha aí. Uma vez instalado, é possível acessar a biblioteca pública de audiobooks da Librivox. O mais legal dela é que os audiolivros são produzidos pelos próprios leitores. Já baixei vários, e a qualidade é muito boa. O incrível mesmo é que é tudo 100% legal. As obras são de domínio público (anteriores a 1929).
Já tenho engatilhado aqui Le Morte d'Arthur (Sir Thomas Malory), The Secret Garden (Frances Hodgson Burnett), Peter Pan (J. M. Barrie), The Great Big Treasury (Beatrix Potter), Alexander the Great (Jacob Abbott), The Jungle Book (Rudyard Kipling), Moby Dick(Herman Melville) e muitos outros! O aplicativo funciona direitinho. Baixa e organiza tudo automaticamente no iPhone. Recomendo muito! Olha como é bacana...
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26 de out. de 2010
J. K. Rowling: processo criativo
Nas duas últimas semanas "reli" A Ordem da Fênix, O Enigma do Príncipe e As Relíquias da Morte. Sempre me surpreendo com o último livro, por ser tão diferente dos demais, adrenalina do começo ao fim. Como é possível que a autora já tivesse em mente todos os elementos que se desenvolvem em todos estes livros??
Por acaso essa semana achei na internet (dããã) anotações da autora que revelam muito sobre seu processo criativo. Trata-se de uma planilha que J.K. Rowling fez para a estrutura de A Ordem da Fênix. Note que ela vai elencando o número do capítulo, o período letivo que ele cobre, o título e elementos do plot que são desenvolvidos a cada etapa. Brilhante...
Por acaso essa semana achei na internet (dããã) anotações da autora que revelam muito sobre seu processo criativo. Trata-se de uma planilha que J.K. Rowling fez para a estrutura de A Ordem da Fênix. Note que ela vai elencando o número do capítulo, o período letivo que ele cobre, o título e elementos do plot que são desenvolvidos a cada etapa. Brilhante...
7 de set. de 2010
Um hotel na esquina do tempo (em livro de papel mesmo)
Faz muito, muito tempo que não leio (por diversão) um livro em formato tradicional. Ganhei de aniversário Um hotel na esquina do tempo, do Jamie Ford, e estou adorando a leitura. Parece ser um romance bem despretencioso, mas muito bem escrito, sobre um casal durante a 2ªGGM - um sino-americano e uma nipo-americana. Para quem estiver procurando um livro para comprar ou presentear, fica a dica. Está sendo uma leitura bem digna para o final do dia. Ah! E é em português! Herere...

15 de jul. de 2010
Eat, Pray, Love - Elizabeth Gilbert
Motivada pelo filme com a Julia Roberts (que estou querendo assistir), li "Eat, pray, love" e entendi o motivo do sucesso do livro, principalmente entre as mulheres. Resumindo, Liz Gilbert passa por um período de grande instabilidade emocional depois de um conturbado divórcio e relações amorosas destrutivas. Atormentada pelos problemas, depressão e ansiedade, ela decide largar tudo e partir em uma jornada. Na Itália ela se entrega aos prazeres da comida e da boa vida. Na Índia ela inicia uma jornada espiritual. Em Bali conhece novas facetas da vida amorosa. A narrativa é bem construída, sem ficar enfadonha, e as pessoas que Liz vai conhecendo em seu percurso, assim como as experiências, fazem a leitura valer a pena. Apenas uma parcela ínfima das mulheres "infelizes" deste mundo podem se dar o luxo de passar um ano viajando. Mas o livro gera um certo grau de reconhecimento em muitas mulheres, principalmente na crítica fase que começa aos 30 anos (e não, não estou nela ainda). O livro é legal e o filme pode ser também uma boa surpresa. Ah: Para constar, não é um livro "mulherzinha". Pode agradar aos rapazes também... Ah2: está disponível em audiobook.
1 de jul. de 2010
In Defense of Food: An Eater's Manifesto, Michael Pollan
"A health claim in a food product is a strong indication its not really food"
Desde os primórdios as escolhas da comida eram guiadas pela cultura, pelas informações que passavam de pais para filhos. Mas nas últimas décadas as mães perderam o controle sobre a mesa para a indústria de alimentos, para a ciência e para os guidelines governamentais.
A cultura alimentar americana está mudando em uma velocidade sem precedentes. Mas por quê? Um dos motivos é o mercado de 32 bilhões de dólares, o outro é o campo da nutrição que pretensamente está avançando nos conhecimentos sobre a melhor dieta para nós, e vive se contradizendo - provavelmente, segundo o autor - porque é uma fraude e sabe muito menos do que transparece.

Humanos escolhendo o que comer sem a ajuda de especialistas é o que foi feito desde o início! E com sucesso, já que chegamos aqui. Essa é a proposta principal do livro. Libertar as pessoas dos padrões que vêm sendo estabelecidos para a alimentação ocidental, retornando às origens culturais do ato de comer. O autor fala da diferença entre nutrição e nutricionismo, este sendo uma ideologia que prega que a chave para entender a comida são os nutrientes, nos obrigando a recorrer aos experts e seus mitos.
Para o autor, comida também é prazer, comunhão. Comer sempre esteve mais ligado à cultura que à biologia. Ele fala do paradoxo francês, sobre como pessoas que comem tanto por prazer como os franceses, com tantas substâncias que consideramos mortais, como a manteiga, têm taxas tão baixas de doenças do coração. Ele não sugere que paremos de nos preocupar com nossa dieta, mas linka os problemas à dieta ocidental predominantemente industrializada. E este é um fato sobre o qual o nutricionismo não atua, mantendo-se em silêncio,por estar tão intimamente ligado à indústria de alimentos.
30 de jun. de 2010
Audiobook: Harry Potter narrado por Stephen Fry

Não é novidade que AMO a série Harry Potter provavelmente acima de qualquer outra. E falem o que quiserem, é diversão total para mim. Me deixa feliz.
Os últimos livros, por conta da pressa e da ansiedade, eu não li. Eu ouvi. Isso mesmo. Na ginástica, arrumando algo em casa... Dessa forma fui uma das primeiras pessoas do meu meio a terminar o último livro. Este ano os filmes chegam ao fim e estou com cada vez mais vontade de ouvir, desta vez desde o início, todos os livros na narração do Stephen Fry, com seu sotaque britânico e o texto originalíssimo da autora, sem adaptações ou traduções. Ali, do jeitinho que ela escreveu. É impagável essa experiência.
Nos últimos dias estou revendo os filmes (mais uma vez...) em HD. Maravilha pura. Vi o primeiro ontem quase inteiro e hoje revi com minha irmã, que começou a ler os livros (após anos de insistência) e está amando. Inveja dessa experiência de primeira vez...
Meu outro projeto é reler os livros em português. Estou com o primeiro na cabeceira. Preciso, de qualquer forma, readquirir o hábito de ler na língua pátria! Como devem perceber por este post - e pelo blog inteiro - meu português, que sempre foi bom, entrou há alguns anos num processo de deterioração proporcional à minha falta de interesse por produções nacionais. Shame on me, mas é a realidade.
Enfim, estou ansiosa pela conclusão dos filmes e, independente de qualquer coisa, satisfeita pelo elenco - maravilhoso - ter chegado praticamente intacto até o final, o que é complicado e raro.
E pensar que há coisa de 10 (ou mais) anos eu torcia o nariz para Harry Potter, até encontrar o primeiro livro jogado num sebo. Míseros R$16 concretizaram a curiosidade que em coisa de 5 páginas viraram paixão. Este post ficaria monstruoso se eu falasse tudo que gosto nessa saga. Termino apenas reforçando a indicação da narração de Stephen Fry. Para quem gosta de Harry, é como ter um filme completo, com todas a cenas, ao pé do ouvido. A interpretação é maravilhosa...
6 de mai. de 2010
Victoria Victorious, Jean Plaidy (2005)
É nessas horas que o cinema parece ser uma experiência tão limitada. Há algumas semanas assisti The Young Victoria (2009). Quando o filme acabou tive a mesma sensação, exatamente a mesma, do filme Elizabeth (1998). A sensação foi "Acabou? Mas não era para começar agora?". A acomodação de diversos fatos da vida de um personagem, desordenados e incongruentes para caberem no tempo do filme, sempre me deixou profundamente irritada.
Victoria Victorious foi uma grata surpresa. Mais uma vez, tive acesso à obra através de um audiobook muito agradável. Este livro, de Jean Plaidy, é uma obra de ficção histórica que segue uma linha de acontecimentos e mostra que a história de Victoria e Albert difere do mostrado no filme em diversos pontos. Um exemplo: no filme Príncipe Albert toma um tiro ao proteger a Rainha de uma tentativa de assassinato. A tentativa de fato ocorreu, mas ninguém se feriu. Realmente acho ultrajante estas invenções que simplesmente distorcem a história, já que quem assiste não tem condições de julgar a veracidade dos fatos - confiando em ALGUMA coerência com a realidade dos acontecimentos.

Enfim, bem escrita e agradável, fazendo juz à grandeza dos personagens, Victoria Victorious tem também os mesmos problemas da Saga Plantageneta: menos menos política e muito sobre a vida pessoal íntima, supondo sentimentos e pensamentos.
Victoria Victorious foi uma grata surpresa. Mais uma vez, tive acesso à obra através de um audiobook muito agradável. Este livro, de Jean Plaidy, é uma obra de ficção histórica que segue uma linha de acontecimentos e mostra que a história de Victoria e Albert difere do mostrado no filme em diversos pontos. Um exemplo: no filme Príncipe Albert toma um tiro ao proteger a Rainha de uma tentativa de assassinato. A tentativa de fato ocorreu, mas ninguém se feriu. Realmente acho ultrajante estas invenções que simplesmente distorcem a história, já que quem assiste não tem condições de julgar a veracidade dos fatos - confiando em ALGUMA coerência com a realidade dos acontecimentos.

Enfim, bem escrita e agradável, fazendo juz à grandeza dos personagens, Victoria Victorious tem também os mesmos problemas da Saga Plantageneta: menos menos política e muito sobre a vida pessoal íntima, supondo sentimentos e pensamentos.
Entretanto, a autora escolhe uma abordagem inteligente, com a própria Victoria narrando os fatos de sua vida em forma de diário, em primeira pessoa.
Achei interessante a marcante colocação da personagem sobre a condição feminina na gravidez. Trata-se de uma mulher que pariu 9, NOVE, nove filhos. Victoria descreve sua revolta ao descobrir cada gravidez e a indignação durante a gestação. Vale marcar que ela foi uma das precursoras do uso do clorofórmio no parto.
Enfim, este livro valeu muito a pena, principalmente pelo romance e companheirismo de personagens reais (mesmo).
2 de mai. de 2010
The Lady in the Tower, Alison Weir, 2009
Baseada em fontes primárias, a obra de Alison Weir se diferencia tanto pelo valor literário quanto pelo trabalho de historiografia. Este livro (ao qual tive acesso no formato de audiobook) tem foco no período que vai da morte de Catarina de Aragão até a decaptação de Ana Bolena, investigando as forças que provocaram a sua queda. A autora desmascara concepções erradas e elabora hipóteses com cuidado minucioso. Foi uma "leitura" muito agradável e a forma como os acontecimentos são narrados, indo e voltando na linha do tempo para estabelecer relações de causalidade, tornou o livro muito mais interessante.
As próximas obras de Alison Weir que quero conhecer:
- The Lady Elisabeth
- Eleanor of Aquitaine
- Queen Isabella: Treachery, Adultery, And Murder in Medieval England
- Katherine Swynford
- Innocent Traitor
- Children of Henry VIII
Diferente de Jean Plaidy (da Saga Plantageneta), Alison Weir trabalha mais com a não-ficção, preservando as informações histórias. A parte ficcional da Saga Plantageneta foi o que me desanimou a continuar até o último volume... Vamos ver de Weir consegue me manter interessada.
7 de jan. de 2010
Grail Quest - Harlequin. Bernard Cornwell
Há alguns meses escrevi sobre a Saga Plantageneta, uma série em 16 volumes sobre os reis desta poderosa dinastia da Inglaterra. Parei no terceiro volume, com a morte de Ricardo Coração de Leão, e não comprei os restantes, ainda.Nos últimos dias comecei a ler Bernard Cornwell, a Saga do Graal. Confesso que há muitos anos (cara... tipo 10 anos) comecei a ler O Rei do Inverno (a trilogia que o autor escreveu sobre Arthur) e não gostei. Uns amigos de faculdade chocaram quando eu disse isso, e agora começo a entender os motivos.
Bernard Cornwell é foda demais. Terminei hoje o primeiro audiobook da trilogia do Graal, Harlequin, e estou chocada com a qualidade da narrativa, dos personagens, do enfoque do autor sobre os eventos históricos... Enfim, para quem gosta de história e estória, que prato cheio!
Ah... e o melhor é que estou ouvindo no original mesmo, em inglês. Estou decidida a parar de ler/ouvir traduções. Atualmente leio em português só o texto que foi escrito na língua pátria mesmo (e, como não morro de amores pela literatura nacional, meu português anda mal...). Não consigo perder a sensação de que as traduções, por melhores que sejam, transformam demais a sonoridade do texto. Logo, quando temos um autor primoroso como Cornwell, perde-se muito. Ao ler o texto em inglês e imaginar a tradução... não dá. Inglês é inglês e algumas frases não soam bem traduzidas de jeito algum...
Outra coisa que tem me deixado louca são os audiobooks em ingês. Estou com montes deles...
Lembrete:
Janeiro = mês em que TENHO que terminar minha dissertação. DESPAIR!!!!
27 de dez. de 2009
One ring to rule them all...
O Natal foi excelente. O primeiro Natal com a família na minha nova casa. E o Wii foi o destaque da festa, só perdendo para a própria ceia, que estava divina. E os muuuitos presentes.
MAS, consumista que sou, estou com uma nova meta de aquisição heererer... Estou assistindo a trilogia Lord of the Rings estendida, e aí vi no mercado livre este box... Eu quero. As estátuas ficariam lindas no escritório...
PS: Tirei alguns dias de férias. Vou reler O Hobbit. Hoje assisti As duas torres, versão estendida, lógico. Depois de ver os extras das versões estendidas dos filmes fica difícil assistir a versão original. Fica faltando muita coisa...
MAS, consumista que sou, estou com uma nova meta de aquisição heererer... Estou assistindo a trilogia Lord of the Rings estendida, e aí vi no mercado livre este box... Eu quero. As estátuas ficariam lindas no escritório...
PS: Tirei alguns dias de férias. Vou reler O Hobbit. Hoje assisti As duas torres, versão estendida, lógico. Depois de ver os extras das versões estendidas dos filmes fica difícil assistir a versão original. Fica faltando muita coisa...
1 de dez. de 2009
Minha formação (1900), de Joaquim Nabuco

"Cada um de nós é só o raio estético que há
no interior do seu pensamento, e, enquanto
não se conhece a natureza desse raio,
não se tem idéia do que o homem realmente é"
no interior do seu pensamento, e, enquanto
não se conhece a natureza desse raio,
não se tem idéia do que o homem realmente é"
Hoje comecei a ler Minha formação e, ainda na página 58, estou chocada com a qualidade do texto... Apesar de já ter ouvido falar e estudado Joaquim Nabuco - superficialmente -, não poderia imaginar que ficaria tão encantada por este livro, considerado por muitos a melhor autobiografia brasileira. Queria muito pular algumas partes e ler um capítulo em especial de que trata das origens de suas posições em relação à escravatura, mas vou resistir bravamente e guardar o livro onde não possa me tentar a cometer esta heresia - somente permitida a obras de ficção de qualidade discutível a que estou acostumadíssima a ler hererere....
Boa mudança de ares...
19 de nov. de 2009
Saga Twilight - teen, mas...
O que posso fazer se gostei? Claro, terminada a leitura dos quatro livros em menos de uma semana (não queira saber como), tenho uma lista gigante de críticas. Sim, são muitas críticas. MAS, e isso é que conta mais, os livros são envolventes e viciantes. E sempre que me pego com coisas tipicamente femininas eu fico até satisfeita. É bom variar, né?
Aconteceu que comecei a ler o primeiro livro. Aí revi o filme, porque gostei tanto do livro que quis entender o motivo de não ter lido antes. E o motivo é que o filme é bem fraco em relação ao livro. O que acho que irá se repetir com o restante dos filmes, porque os livros vão ficando mais e mais densos (na verdade tudo é bem raso, mas são cheios de eventos, por assim dizer).
Achei bem melodramático, mas como a narração é sempre em primeira pessoa, achei impossível pensar em outra coisa até terminar de ler tudo. Nos quatro livros a fórmula da autora se repetiu. Ela começa com uma narração bem lenta, arrastada. Aí logo entram alguns fatos que inserem a crise. O finalzinho dos livros traz uma pseudo-ação... um combate que fica sempre por acontecer, como se a autora tivesse preguiça de escrever ação, ou simplesmente soubesse que as adolescentes iriam preferir a parte do romance. Mas que fica estranho a falta da ação, do combate, considerando os seres super-poderosos descritos na história, não tenho dúvida. Eu senti muito isso. A resolução dos problemas é abrupta e simplista, bem no final, quando vc acha que vai ter aquela briga boa. Tudo é desculpa para o romance ultra-mega-super idealizado. E o vampiro Edward... é uma sacanagem com os homens do mundo real... Pobre meninas e seus príncipes encantados. Esse personagem pega pesado com tudo que podemos chamar de idealização. O cara é lindo, inteligente, rico, auto-confiante e charmoso. Metade da história toda se resume à heroína descrevendo isso. E podemos culpá-la?
Independente disso a leitura flui. É impossível abandonar as descrições e as impressões românticas, idealizadas, que acabam encontrando um lugar - e que lugar - no imaginário feminino.
E assim gastei uma semana da minha vida. Hilário. Foi legal, mas, racionalizando... shame on me... LOL...
Aconteceu que comecei a ler o primeiro livro. Aí revi o filme, porque gostei tanto do livro que quis entender o motivo de não ter lido antes. E o motivo é que o filme é bem fraco em relação ao livro. O que acho que irá se repetir com o restante dos filmes, porque os livros vão ficando mais e mais densos (na verdade tudo é bem raso, mas são cheios de eventos, por assim dizer).
Achei bem melodramático, mas como a narração é sempre em primeira pessoa, achei impossível pensar em outra coisa até terminar de ler tudo. Nos quatro livros a fórmula da autora se repetiu. Ela começa com uma narração bem lenta, arrastada. Aí logo entram alguns fatos que inserem a crise. O finalzinho dos livros traz uma pseudo-ação... um combate que fica sempre por acontecer, como se a autora tivesse preguiça de escrever ação, ou simplesmente soubesse que as adolescentes iriam preferir a parte do romance. Mas que fica estranho a falta da ação, do combate, considerando os seres super-poderosos descritos na história, não tenho dúvida. Eu senti muito isso. A resolução dos problemas é abrupta e simplista, bem no final, quando vc acha que vai ter aquela briga boa. Tudo é desculpa para o romance ultra-mega-super idealizado. E o vampiro Edward... é uma sacanagem com os homens do mundo real... Pobre meninas e seus príncipes encantados. Esse personagem pega pesado com tudo que podemos chamar de idealização. O cara é lindo, inteligente, rico, auto-confiante e charmoso. Metade da história toda se resume à heroína descrevendo isso. E podemos culpá-la?
Independente disso a leitura flui. É impossível abandonar as descrições e as impressões românticas, idealizadas, que acabam encontrando um lugar - e que lugar - no imaginário feminino.
E assim gastei uma semana da minha vida. Hilário. Foi legal, mas, racionalizando... shame on me... LOL...
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